Artrose no quadril: viscossuplementação devolve qualidade de vida perdida
A artrose é uma degeneração progressiva das articulações
Cujas principais causas são a idade, o desgaste articular, o déficit muscular dos membros inferiores e a sobrecarga mecânica das articulações (excesso de peso ou pós traumas e cirurgias), entre outras. As consequências da doença são dores, crepitação, inchaço, redução de movimento e consequente perda de qualidade de vida. “Muitas vezes, uma tarefa simples e cotidiana, como escovar os dentes ou calçar os sapatos, se torna um suplício”, exemplifica o ortopedista Marcelo Alvim, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
A artrose no quadril tem alta prevalência nos consultórios dos fisiatras, reumatologistas e ortopedistas, e muitos pacientes relatam a dificuldade que passam a ter para uma simples caminhada.
“A boa notícia é que os tratamentos estão cada vez mais modernos e é possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, embora a artrose propriamente dita é uma doença de longa evolução. O tratamento é personalizado, e no CREB adotamos protocolos que incluem fisioterapia, hidroterapia, cinesioterapia específica, eletroterapia, RPG, acupuntura e medicamentos específicos, receitados caso a caso”, afirma o Dr. Alvim.
A viscossuplementação devolve ao paciente a mobilidade
Segundo ele, uma excelente opção para artrose na coxo femural é a utilização da viscossuplementação. “Temos tido muito sucesso com o uso da viscossuplementação no CREB. Trata-se de injeções intra-articulares de ácido hialurônico. Este ácido é o mesmo componente que existe no líquido sinovial de uma articulação saudável. A viscossuplementação muitas vezes elimina a dor e devolve ao paciente a mobilidade perdida”, explica ele, pontuando que a aplicação funciona como uma espécie de lubrificante injetado no quadril, no espaço articular.
Vale lembrar que a viscossuplementação, disponível no CREB, é feita em consultório médico, não possui contraindicações e não é um corticoide (anti-inflamatório com vários efeitos colaterais). A aplicação é indolor e traz resultados por até um ano, podendo ser repetida.
Medicação e reabilitação física no tratamento da fibromialgia
A fibromialgia é uma das doenças reumatológicas que mais levam pacientes ao consultório do Reumatologista. Os números são preocupantes: de 3 a 5% da população mundial são acometidos por essa doença, que ainda é pouco conhecida. Há toda uma dificuldad...
A fibromialgia é uma das doenças reumatológicas que mais levam pacientes ao consultório do Reumatologista. Os números são preocupantes: de 3 a 5% da população mundial são acometidos por essa doença, que ainda é pouco conhecida. Há toda uma dificuldade de se estabelecer o diagnóstico porque não há como fazer exames objetivos radiológicos e laboratoriais, o que torna o problema ainda maior. O paciente deve procurar um Reumatologista realmente experiente na doença para ser diagnosticado e iniciar seu tratamento.
A boa notícia é que a fibromialgia tem tratamento e os resultados podem ser excelentes, eliminando os principais sintomas, como dores generalizadas pelo corpo, nas articulações, na coluna vertebral, nos músculos e nos tendões, dor de cabeça, sensibilidade maior ao frio, formigamento nos pés e ou nas mãos, tonteiras, desânimo, fadiga, dificuldades para dormir, sono não reparador e, ainda, falta de motivação e tristeza. Medicamentos, atividade física orientada, acompanhamento psicológico e fisioterapia fazem parte do tratamento, que pode contar com protocolos que incluem acupuntura, hidroterapia, pilates terapêutico e RPG.
O desafio é combater os sintomas e devolver a qualidade de vida
Segundo o reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Sérgio Rosenfeld, especialista em fibromialgia, o maior conhecimento e experiência na doença tem evoluído muito ajudando no tratamento. “A fibromialgia tem múltiplos sintomas, como dor, fadiga, dificuldade ao dormir, problemas de memória e tristeza, alterações intestinais e principalmente a dor pelo corpo, especialmente em braços e coxas, além da coluna vertebral. O desafio é combater todos esses sintomas e devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, explica o Dr. Sergio.
Há tratamento, mas obviamente que os bons resultados dependem de ajuste de medicação e tipo de reabilitação física (hidroterapia, RPG, acupuntura, eletroterapia e pilates terapêutico) sempre individualizados. “O tratamento da fibromialgia é totalmente individualizado. Cada caso deve ser analisado unicamente. Um bom remédio para um paciente não será necessariamente bom para outro. É muito importante que o paciente se trate com um Reumatologista realmente experiente em fibromialgia”, finaliza ele.
Fibromialgia também acomete meninas adolescentes
Embora as estatísticas apontem que a fibromialgia acomete sete mulheres, a partir dos 40 anos, para cada homem, a doença definitivamente não se limita a esse grupo específico de pessoas. Estimativas apontam que a Fibromialgia juvenil afeta, atualment...
Embora as estatísticas apontem que a fibromialgia acomete sete mulheres, a partir dos 40 anos, para cada homem, a doença definitivamente não se limita a esse grupo específico de pessoas. Estimativas apontam que a Fibromialgia juvenil afeta, atualmente, nada menos do que de 2% a 6% das crianças em idade escolar, em sua maioria meninas adolescentes. Em geral, essas meninas têm entre 13 e 15 anos.
“A fibromialgia não é uma doença fácil de diagnosticar. O Reumatologista precisa ser experiente. Ainda mais quando se trata de uma paciente adolescente. Poucos médicos iriam avaliar uma menina com 13 anos, com cansaço e dores musculares, como portadora de fibromialgia. Mas o número de adolescentes com a doença vem crescendo e é preciso estar atento a esse fato”, avalia a Reumatologista Elisa Fernandes, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O número de adolescentes com a doença vem crescendo
Segundo a Dra. Elisa, em geral essas adolescentes chegam ao consultório médico queixando-se de dores difusas generalizadas, dores de cabeça, dificuldade para dormir e sono não reparador, além de dores e cólicas no abdome inferior, déficit cognitivo e sintomas de depressão. “Não é diferente do quadro apresentado por um adulto. Mas muitos médicos teimam em não diagnosticar a fibromialgia, por desconhecimento mesmo. Se já é difícil diagnosticar um adulto com fibromialgia, imagine uma adolescente. Não há critérios específicos para diagnosticar uma criança. Utilizamos os mesmos critérios do American College of Rheumatology para diagnosticar adultos”, alerta.
A reumatologista do CREB diz que o tratamento também segue as mesmas diretrizes utilizadas para os adultos. Além de medicamentos específicos, protocolos que incluem hidroterapia, acupuntura, pilates e RPG poderão ser utilizados, devolvendo à paciente a qualidade de vida perdida. “A atividade física regular orientada é fundamental. Temos tido sucesso no tratamento de adultos e adolescentes, seguimos basicamente as mesmas diretrizes. Vale lembrar que o tratamento é individualizado”, finaliza ela.
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